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Plano de contas da Loja Maçônica: como montar, com modelo para baixar

O plano de contas é a lista de categorias em que a Loja classifica cada entrada e cada saída de dinheiro. Parece burocracia até o primeiro balancete: com ele, a prestação de contas vira uma soma por categoria; sem ele, vira uma lista de lançamentos que ninguém consegue comparar com o mês anterior.

Este guia mostra como um plano de contas de Loja Maçônica se organiza, apresenta um modelo pronto — o mesmo que o Oriente 33 cria para cada Loja nova — e explica as três decisões que mais evitam dor de cabeça. No fim, a planilha para baixar.

Por que a Loja precisa de um

  • Balancete legível: a Loja vê quanto entrou de mensalidades e quanto saiu com o Templo, não uma lista de cinquenta lançamentos.
  • Comparação: o mesmo mês do ano passado, a mesma conta, lado a lado.
  • Confiança: cada valor tem lugar certo, e "diversos" deixa de existir.
  • Passagem de cargo: o Tesoureiro que entra encontra a mesma organização que o anterior usava.

Como o plano se organiza

Três níveis bastam para a maioria das Lojas. As classes separam receitas de despesas. Os grupos reúnem contas da mesma natureza. E as contas são onde os lançamentos acontecem de fato — classes e grupos só somam o que está abaixo deles. O código mostra a posição de cada conta: 1.1.01 (Mensalidades) pertence ao grupo 1.1 (Receitas próprias), que pertence à classe 1 (Receitas).

O modelo: receitas

GrupoContasPara que serve
1.1 Receitas própriasMensalidades; taxas de Iniciação, Elevação, Exaltação, Filiação e RegularizaçãoO que sustenta a Loja
1.2 Receitas especiaisTronco de Beneficência; Tronco de SolidariedadeDinheiro com destino definido
1.3 Receitas de terceirosCotizações da Potência; Diplomas de Condecorações; Recuperação de DespesasO que entra para ser repassado ou reembolsado
1.4 Receitas de promoçõesPromoções para construir o Templo, o Salão de Festas e outrasCampanhas com finalidade própria
1.5 Outras receitasAluguel do Templo e do Salão; rendimento de aplicação; saldo para abertura da escrituraçãoReceitas eventuais e o saldo inicial
1.6 Outros itens de receitaÁgapeA parte do ágape paga pelos irmãos
9.9 Ajustes de receitaDiferenças de boleto pagas a maior; juros, multas e encargos recebidosDiferenças entre o cobrado e o pago

O modelo: despesas

GrupoContasPara que serve
2.1 Despesas administrativasEnergia, água, telefone, aluguel, impostos e taxas, materiais, despesas bancárias, serviços, paramentos, ágape; taxas per capita da Potência e nacional; taxa anual de atividade da LojaO custo de manter a Loja funcionando
2.2 Assistência socialAssistência com o Tronco de Beneficência e com o de Solidariedade; outras assistências; fundo de contribuição mútua; empréstimos a obreirosOnde o Tronco é usado
2.3 Despesas a recuperarMaterial comprado da Potência; festas, jantares e eventos da Potência a cobrar do irmãoO que a Loja adianta e vai receber de volta
2.4 InvestimentosImóveis e terrenos, construção do Templo e do Salão, móveis, equipamentosO que fica para a Loja por anos
8.9 Ajustes de despesaDiferenças de boleto pagas a menor; juros, multas e encargos devidosA contrapartida dos ajustes de receita

Três decisões que evitam dor de cabeça

1. Separar o que é da Loja do que só passa por ela

As cotizações da Potência entram no caixa e saem no repasse. Lançadas como receita própria, fazem a Loja parecer mais rica do que é — e o repasse parece uma despesa enorme. No modelo, elas ficam em Receitas de terceiros. Já a capitação, a taxa per capita que a Loja paga à Potência por obreiro do quadro, é despesa própria e fica nas administrativas.

2. Dar ao Tronco contas próprias, na entrada e na saída

O Tronco entra em Receitas especiais e sai em Assistência social, nunca em despesas administrativas. Assim o saldo da beneficência aparece sozinho no balancete. O guia do Tronco de Beneficência detalha o registro.

3. Tratar o que a Loja adianta como valor a receber

Quando a Loja paga o jantar da Potência de um irmão ou compra material que ele vai reembolsar, isso não é despesa da Loja: é um valor a receber. O grupo Despesas a recuperar existe para que esses adiantamentos não inflem o custo da Loja nem se percam no meio das contas.

Como adaptar à sua Loja

  • Apague o que não se aplica. Loja sem Salão de Festas não precisa das contas dele.
  • Crie o que faltar, sempre dentro do grupo da mesma natureza.
  • Mantenha os códigos durante a gestão. Renumerar no meio do ano quebra a comparação entre os meses.
  • Combine as mudanças com quem examina as contas — a comissão de finanças, quando o Regimento Interno prevê uma.

Baixe o modelo

O modelo completo, com as 70 contas, está numa planilha pronta: baixar o plano de contas da Loja Maçônica (CSV). Ela abre no Google Planilhas e no Excel — no Excel, use Dados → De Texto/CSV, com o separador ponto e vírgula, para os acentos aparecerem corretamente.

No sistema

O Oriente 33 cria este plano para cada Loja nova, e a Tesouraria cria, edita ou exclui contas à vontade — os códigos são da Loja. Os lançamentos automáticos — mensalidades, taxas de candidatos, Tronco e a tarifa do meio de pagamento — caem na conta certa mesmo que a Loja renumere ou renomeie as contas. Veja como funciona na página de software de tesouraria maçônica, ou comece pelo guia de como organizar a Tesouraria e pelas funções do Tesoureiro.

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