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Como cobrar a mensalidade da Loja online sem correr atrás de irmão

Todo Tesoureiro conhece o padrão. A mensalidade é lançada, um terço da Loja paga na primeira semana, e o resto leva dois meses e uma série de conversas que ninguém gosta de ter — menos ainda o irmão que está sendo lembrado. O trabalho não é o financeiro. O trabalho é a cobrança.

Receber online tira quase tudo isso do caminho. Este guia mostra como funciona e as duas perguntas que você deve fazer a qualquer fornecedor antes do primeiro real circular.

Por que a cobrança é o custo real

Um Tesoureiro que passa o mês lembrando irmãos não está fazendo tesouraria — está fazendo cobrança, de graça, contra os próprios amigos. Isso desgasta relações que não têm nada a ver com dinheiro, e é a razão mais comum de um irmão recusar o cargo.

O objetivo de receber online não é comodidade para quem paga. É tirar o Tesoureiro do meio da transação.

Como funciona na prática

  1. A Loja conecta a própria conta. Não a conta do fornecedor — a da Loja. Esse ponto decide todo o resto, e voltamos a ele abaixo.
  2. O Tesoureiro lança em lote. Mensalidade para todo o quadro, com vencimento fixo. Cobranças avulsas — iniciação, elevação, exaltação, eventos — podem ser parceladas quando isso ajuda o irmão a se manter em dia.
  3. Cada irmão paga pelo próprio painel. Ele vê o que deve e quita por Pix em segundos. Sem boleto para procurar, sem chave para digitar, sem mensagem ao Tesoureiro.
  4. A baixa acontece sozinha. A adimplência atualiza, o lançamento entra no caixa e o balancete se constrói ao longo do ano.

As duas perguntas antes de contratar

Onde o dinheiro cai? Há dois modelos, e eles não são equivalentes. No primeiro, o pagamento cai direto na conta da Loja e o software nunca toca no valor. No segundo, o fornecedor recebe e repassa — o que significa que ele retém dinheiro da Loja, e uma disputa, um atraso ou uma falha do lado dele viram problema seu. Faça a pergunta direta e exija resposta direta.

Quanto custa por transação? O gateway cobra uma taxa — isso é inevitável. O que é evitável é uma segunda taxa por cima, do software, como percentual do que a Loja arrecada. Mensalidade fixa é previsível. Percentual sobre a arrecadação é um imposto sobre a Loja crescer.

Lembretes que continuam fraternos

O lembrete automático é a outra metade do problema. Bem feito, ele é impessoal de propósito — um aviso no vencimento, outro se o pagamento escapar — e a conversa pessoal do Tesoureiro fica reservada ao irmão que realmente precisa, normalmente porque algo está errado na vida dele, não na intenção.

Mal feito, é um robô importunando os Irmãos. A diferença está no tom, na frequência e na possibilidade de excluir quem a Diretoria já procurou. Para os casos difíceis, o guia de controle de inadimplência trata de como conduzir sem expor ninguém em sessão.

O irmão que não vai pagar online

Alguns não vão, e está tudo bem. Uma Loja com quadro misto precisa dos dois caminhos: online para quem quer, e registro manual para dinheiro, transferência ou depósito. O que importa é os dois terminarem no mesmo lugar — um caixa só, uma visão só de quem está em dia.

Um detalhe útil aqui: quando o irmão paga por fora, deixe que ele anexe o comprovante à própria cobrança. O Tesoureiro então dá a baixa tendo visto o comprovante, e não na palavra de uma mensagem dizendo "paguei ontem".

O que muda depois de um ano

A mudança visível é que a mensalidade entra mais rápido. A que importa mais é silenciosa: o Tesoureiro deixa de ser a pessoa que todos associam a cobrança, o caixa fecha todo mês em vez de todo ano, e a Diretoria enxerga a saúde financeira sem ninguém passar constrangimento.

Para organizar os livros antes disso, veja o guia prático de Tesouraria. Para como isso funciona no sistema, software de tesouraria maçônica.

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